16 de abril de 2011


EU APOIO!!!





"Toda vez que o arco-íris estiver nas nuvens, olharei para ele e me lembrarei da aliança eterna entre Deus e todos os seres vivos de todas as espécie que vivem na terra. Esse é o sinal da aliança que estabeleci entre mim e toda a forma de vida que há sobre a terra". 
(Gênesis 9.16-17)

5 de abril de 2011

Qual sua imagem?

Qual a sua imagem?



Desde que me entendo por gente, lembro-me de ser tachada de várias coisas, na escola, na igreja, na família, no prédio.
Assim como toda criança em sua infância, às vezes ganhamos os apelidos por características físicas, outras vezes por nossa personalidade.

Algumas destas representações da minha figura feita por segundos ou terceiros, eu consegui mudar ao longo dos anos.
E outras, ainda não sei se não mudei porque não consegui ou porque não quero.
É... não sei!

E uma delas, é a mais difícil. Pois engloba muitas tantas outras.
CHEIA DE PERSONALIDADE.
Êita! Que peso tem este "apelidinho".
Cheia de personalidade...
Segundo o dicionário (on line mesmo): 
personalidade s. f.1. Carácter! ou qualidades próprias da pessoa.2. Individualidade consciente.3. Pessoa conhecida devido às suas funções, à sua influência, etc.


Ou seja, alguém que sabe o que quer, que faz as coisas do seu jeito, de muito caráter e que é conhecido por seus atos.

Se você for alguém mais tímido, mais na sua, mais meticuloso, deve estar pensando: "O que que tem de mais nisso? Eu bem queria ser assim, mas tenho vergonha, tenho medo".
Ou, se você for assim: "É isso mesmo! Eu também sou assim".

Seja você igual ou não, vou falar... ser assim dá um trabaaaaaalho!
Dá trabalho, porque a coisa é vista pelos extremos.

1. Você sempre será cobrada a se impor. E mesmo que você não queira se meter em certos assuntos, terá, pois todos esperam isso de você.

2. Você só vai dar trabalho, todo mundo pensa que você é a revoltada, a rebelde, o pior exemplo de pessoa. Porque fala o que quer, para quem que seja, na hora que for.

Ou seja, você é razão pura ou coração puro.

Mas apesar deste "peso", sabe qual é a melhor coisa deste tipo de gente?
É que elas são VERDADEIRAS.
Dificilmente você vai encontrar uma pessoa "cheia de personalidade" que tenha "2 caras" ou que precise se esconder atrás do papel de "boa menina".
Elas são aquilo sempre, em qualquer lugar, com qualquer pessoa.

Um exemplo na prática...
Minha mãe (queridíssima!!) sempre reclamou das minhas atitudes espontâneas, dos meus pontos de vistas fora de hora, do meu comportamento grosseiro.
Mas ao contrário de muitas amiguinhas minhas de infância, nunca dei trabalho, nunca trouxe problemas para meus pais, e principalmente, nunca os desonrei.

Não sou perfeita.
Tanto não sou, e sei, que me esforço para ser uma pessoa melhor a cada dia.
Sou cheia de pecados como todos, mas tento ao máximo não desagradar aos que amo, e principalmente a Deus.

Já mudei, e muito!
Os que me acompanham mais de pertinho sabem.
E não foi fácil.
Foi preciso terapias, surpresas da vida, amadurecimento...

E esse blábláblá todo, é só para tentar dizer que nossa imagem somos nós que fazemos.
E que não adianta você querer mostra aquilo que não é de verdade.
Pois você sabe que não é.
Deus sabe que não é.
E um dia...
Ah!! Um dia... a casa cai!!!
Ou a máscara.

Cuide-se e seja uma pessoa "cheia de personalidade"!!

29 de março de 2011

...

Acabo de assistir uma propaganda sobre um filme lançado neste ano: "Bruna Surfistinha".


Se não bastasse o livro, agora o filme.


A história?


Vida de uma garota de programa prostituta.


Fim do mundo! Que tristeza!


O que leva alguém a fazer um filme destes? (dinheiro, claro!) 


Mas cadê os princípios, os valores, a moral?


Sumiram!!


Enaltecer a vida de uma mulher que só tem nada para ensinar. 


Ou tudo... tudo de ruim, tudo de errado, tudo de pervertido.


Enquanto muitos não acreditam mais no amor, na família, na ética, no bom senso e em Deus, eu ainda acredito.


E você?











26 de março de 2011

CRIME OU LIBERDADE DE EXPRESSÃO??

Reportagem agore pouco sobre: Homofobia (medo de homosexualidade ou se tornar homosexual).


Agora tudo virou crime.


Crime. Segundo o dicionário: qualquer violação muito grave de ordem moral, religiosa ou civil, punida pelas leis.


Lutamos tanto pela democracia, pelo direito de liberdade de opinião e expressão e agora estamos nos calando, deixando as coisas acontecerem do jeito que eles querem.


Se a lei for aprovada, não poderei mais opinar sobre a homossexualidade. Pois feito, serei uma criminosa, infringindo a lei.


Ok.


Levanto, então, a placa para que criem a lei contra a Obesofobia (medo de gordos ou se tornar gordo). 


E a sociedade, mídia e "povo da moda que se cuide". Afinal, eles violam minha moral, pois "dizem" para todos que o bonito é ser magro, sendo assim, eu sou feia. "Dizem" para os fabricantes, que não precisam fazer roupas de tamanhos grandes, violando novamente minha moral.


Se na minha igreja não poderá mais se falar que homossexualismo é pecado e é errado, então não admito também que digam nas passarelas que a magreza é o certo.


Ser contra a atitude de alguns e ter opinião diferente não é crime, minha gente...


É liberdade de expressão!!!


Agora, se acontecer agressão física, seja a qualquer PESSOA, isso sim é crime.


Medidas iguais, pesos iguais.


Só porque eu não aceito o fato de um homem ter relacionamento com homem ou uma mulher ter relacionamento com uma mulher, estou cometendo um crime?!?!?!?!? 


Sejamos racionais... se isso fosse certo, como ficaria a procriação da ESPÉCIE??





22 de março de 2011

Voar também é terapia

Voar também é terapia...


Este ano minha agenda está lotada de voos.
Até o final de abril serão 8 viagens.
Apesar do medo nervosismo que tenho, viajo "na boa".
E tenho gostado muito pelo fato de que durante 50 minutos (média de tempo dos voos que tenho feito) estou em um local calmo, sem barulhos, sem pessoas falando (geralmente as pessoas que voam tem educação e não ficam tagarelando com as outras), sem celulares tocando, sem internet ou qualquer outro meio de comunicação.
A única coisa a se fazer, além de dormir, é apreciar a paisagem.
As nuvens, os relevos, os mares, rios, o horizonte.
Sem dúvida uma experiência deliciosa, e quase uma terapia.
E essa viagem é o momento onde você está com você, onde você é todinho ouvidos para seus medos, dúvidas, esperanças, planos, angústias, preocupações...
São 50 minutos literalmente nas nuvens.
Minutos preciosos.

Para você que nunca andou de avião ou para você que vive viajando nele, vale a terapia!!




19 de janeiro de 2011

Catástrofe em Vieira - Teresópolis

 
 
Todos tem acompanhado a calamidade que está Teresópolis.
Diante disso, Deus mexeu demais comigo e senti que precisava fazer algo.
Sei que sou só uma, mas tenho certeza que um pode sempre fazer a diferença.
Jesus foi um.
 
No domingo 16.01.2011 fui com minha tia até Teresópolis.
Pegamos o carro e fomos.
Meu carro, não é um 4x4.
Apenas um fiat 99, cheio de probleminhas mecânicos.
Mesmo assim fomos.
Não sabíamos o que faríamos nem para onde iríamos, apenas tínhamos informação de que precisávamos fazer o cadastro na Defesa Civil.
Cadastro feito, nos enviaram para o ginásio do Pedrão, e delá fomos enviadas para um galpão com mantimentos para fazer cesta básica.
Confesso, nada era muito organizado, mas a vontade do povo em ajudar era tanta, que tudo dava certo.
E vamos combinar... quem estava preparado e organizado para tal acontecimento?!?
Em meio a muita gente, muitos mantimentos, muito barulho e muitos caminhões, formamos um quarteto com 2 meninas e fizemos uma média de 100 cestas básicas.
Não mudamos a situação de Teresópolis e seus bairros, mas sem dúvida, estas cestas carregaram todo nosso carinho, amor e suor para quem recebê-las.
Voltamos para o Rio de Janeiro no mesmo dia.
 
 







 
Na segunda, dia 17.01.2011 retornei a Teresópolis como voluntária da minha igreja - Igreja Batista do Méier.
Eu e mais 6 jovens de idades entre 20 e 27 anos fomos dividos em uma van e meu carro.
Uma kombi da JMN (Junta de Missões Mundiais) já havia subido com doações recolhidas por nossa igreja.
Fomos encaminhados pelo Pr. Fernando para a Igreja Batista Central de Teresópolis, de onde iríamos para o bairro de Vieira, um dos mais atingidos.
 


 
 
A ida à Teresópolis e Vieira foi uma benção e grande experiência.
Realmente a situação por lá está crítica.
No Centro, como já tinha visto no domingo, fisicamente está tudo bem, mas a correria no local é tremenda.
Policiais, bombeiros, exército, defesa civil, voluntários, desabrigados e muitos outros andam de um lado para o outro à procura de como ajudar.
 
 
 
Os locais de abrigos e entregas de doações estão cheios e as cidade lotada.
O desespero e a esperança tomam conta dos rostos das pessoas.
E a solidariedade reina.
Em Teresópolis, na Igreja Central, vivenciamos o amor cristão total.
Em uma das falas do Seminarista Eliezer, quem foi à nossa igreja pegar as doações de kombi e nos acompanhou à Vieira, ele disse que isso que é ser Igreja.
Realmente, acho que Igreja é isso.
Nós, juntos, independente de um templo ou um edifício.
O povo de Deus reunido falando de Seu amor, ensinando sobre Seu amor e vivendo o Amor de Deus.
Se cada um pudesse experimentar isso...
Na Igreja, também vimos as reais necessidades das pessoas que estão abrigadas ali.
São em média 60 pessoas entre homens, mulheres e crianças.
Família inteiras, casais e pessoas sozinhas.
A grande maioria dos que estão ali, não perdeu sua casa, nem estas estão interditadas, mas para não correrem risco, a Defesa Civil achou por bem que ficassem fora até que as chuvas terminassem.
Mas muitos perderam familiares.
Por lá, as necessidades são de comida para alimentar os alojados, roupa de banho e formas de falar do amor de Deus a estas pessoas.
A equipe da igreja que está trabalhando precisa de muito apoio, pois estão sobrecarregados.
O stress é visível, assim como o sustento de Deus.
Passamos o final da tarde e noite na igreja, onde jantamos, participamos do culto e conversamos com os alojados.
No final da noite, Livia e eu fomos ao posto médico levar uma mãe e um bebê para serem atendidos, e retornamos a igreja, onde dormimos.
 




No dia seguinte pela manhã, tomamos café e partimos para Vieira juntamente com outros irmãos.
Nos preparamos com galochas.
A vacina também era importante.
 
 

 
 
Em Vieira, as necessidades são outras.
À caminho pudemos perceber.
 

 
 
A cidade foi TOTALMENTE destruída.
Poucas casas ficaram de pé.
Ao entrarmos, parecia que estávamos assistindo ao desastre em Nova Orleans causado pelo furacão Katrina.
Telhados arrebentados, carros revirados, casas pela metade, sofás na rua...
 
 
 
 
Foi pavoroso ver tudo aquilo.
Mais adiante, quase na entrada da rua da Igreja de Vieira nos deparamos com a realidade de muitos.
Em frente ao Hotel São Moritz, ou ao que restou dele, bombeiros com cães farejadores da Espanha, trazidos pela K-9 de Creixell, uma organização nãogovernamental que atua com os animais em grandes catástrofes pelo mundo, haviam encontrado um corpo.
Observar a cena e a atuação dos bombeiros, sem dúvida, foi viver um pouquinho daquilo que parentes estão vivenciando.
Não tenho como descrever o sentimento que me tomou, vendo o corpo daquele homem e tentando imaginar pelo que ele teria passado.
 
 
 
Isso foi apenas um dos rastros que o pequeno riacho ao fundo deixou.
Na Igreja conseguimos entender melhor o que aconteceu.
Aos fundos da Igreja passa o riacho, que no dia do temporal transformou-se em um imenso rio violento e impetuoso.
 
 
 
Mesmo que descrevessem em detalhes era impossível ter real noção do que era este rio.
Fomos a um dos locais onde o grande rio passou e conversamos com pessoas que vivenciaram o momento.
Nas poucas casas que restaram, ficaram as marcas da tragédia.
Nos locais onde existe NADA, é quase impossível imaginar que haviam casas, plantações, pontes, carros, árvores e VIDA.
 
 
 
Este sendo o bem mais precioso, e um dos que mais foi perdido.
E a maior dor, perdido sem terem conhecido a palavra de Deus, e o Seu imenso amor.
O povo de Vieira, assim como de toda Teresópolis, carregam no rosto uma expressão que não dá para definir.
É uma mistura de dor, esperança, desilusão e cansaço.
Deus com certeza tem sustentado os sobreviventes desta catástrofe.
Não vejo condições humanas para isto.
Vieira precisa de muita oração e ajuda.
O povo daquele bairro, precisa de muito carinho e tempo.
As doações são complemento.
A necessidade deles contarem as histórias que vivenciaram é enorme.
Você não precisa perguntar, o tempo todo alguém chega à você para contar as histórias.
Penso que está tão difícil de acreditar no que aconteceu, que de repente contando por diversas vezes, eles acabem conseguindo entender ou encontrando uma resposta.
Realmente a dor é inimaginável.
Chegando nosso horário de voltar à Teresópolis, uma imensa nuvem pairava sobre nossas cabeças e a chuva caiu.
 
 
 
A maior desde a tempestade.
Em minutos, o riozinho que estávamos vendo, virou um imenso rio.
 


 
Confesso um medo que jamais senti tomou conta de mim.
Alguns ajoelharam-se em oração, outros ficaram vendo o rio com perplexidade e outros preferiam nem olhar.
A tensão era sentida por todos.
 
 
 
Naquele momento já estávamos certos de que ficaríamos por ali mais uma noite, pois as notícias eram de que a estrada estava fechada por causa da chuva que a invadia.
Mas Deus é maravilhoso e não faz a obra pela metade.
Ele só queria nos dar a oportunidade de ter um pequeno entendimento do que aconteceu, pois só aos olhos, estava difícil de entender.
A chuva cessou, e enfrentamos a estrada, sem a certeza de que conseguiríamos passagem.
O centro de Vieira estava mais revirado, pessoas nas ruas não acreditando que a chuva havia voltado, na estrada, em alguns pedaços, a água dos rios ainda a invadia, carros e caminhões que estavam trabalhando na retirada dos entulhos ficaram atolados.
 
 
 
Conseguimos chegar em Teresópolis ainda dia.
Nos organizamos e voltamos ao Rio.
Sem muito mais o que dizer, e somente agora conseguindo aliviar a dor que senti por lá.
Deixo algumas fotos...
Todas as fotos estarão nos endereços:

26 de dezembro de 2010

NÓ DO AFETO


Em uma reunião de pais, numa escola da periferia, a diretora incentivava o apoio que os pais devem dar aos filhos. Pedia-lhes, também, que se fizessem presentes o máximo de tempo possível.
Ela entendia que, embora a maioria dos pais e mães daquela comunidade trabalhassem fora, deveriam achar um tempinho para se dedicar e entender as crianças. Mas a diretora ficou muito surpresa quando um pai se levantou e explicou, com seu jeito humilde, que ele não tinha tempo de falar com o filho, nem de vê-lo durante a semana.
Quando ele saía para trabalhar, era muito cedo e o filho ainda estava dormindo. Quando voltava do serviço era muito tarde e o garoto não estava mais acordado. Explicou ainda, que tinha de trabalhar assim para prover o sustento da família. Mas ele contou que isso o deixava angustiado por não ter tempo para o filho e que tentava se redimir indo beijá-lo todas as noites quando chegava em casa.
E, para que o filho soubesse da sua presença, ele dava um nó na ponta do lenços que o cobria. Isso acontecia, religiosamente, todas as noites quando ia beijá-lo. Quando o filho acordava e via o nó, sabia, através dele, que o pai tinha estado ali e o havia beijado.
O nó era o meio de comunicação entre eles. A diretora ficou emocionada com aquela história singela e emocionante. E ficou surpresa quando constatou que o filho desse pai era um dos melhores alunos da escola.
O fato nos faz refletir sobre as muitas maneiras de um pai ou uma mãe se fazer presente, de se comunicar com o filho. Aquele pai encontrou a sua, simples mas eficiente.
E  o mais importante é que o filho percebia, através do nó afetivo, o que o pai estava lhe dizendo.
Por vezes nos importamos tanto com a forma de dizer as coisas e esquecemos do principal, que é a comunicação através do sentimento.
Simples gestos como um beijo e um nó na ponta do lençol, valiam, para aquele filho, muito mais que presentes ou desculpas vazias.
É válido que nos preocupemos com nossos filhos, mas é importante que eles saibam, que eles sintam isso.
Para que haja a comunicação é preciso que os filhos "ouçam" a linguagem do nosso coração, pois em matéria de afeto os sentimentos sempre falam mais alto que as palavras.
É por essa razão que um beijo, revestido do mais puro afeto, cura a dor de cabeça, o arranhão do joelho, o ciúme do bebê que roubou o colo, o medo do escuro.
A criança pode não entender o significado de muitas palavras, mas sabe registrar um gesto de amor. Mesmo que esse gesto seja apenas um nó. Um nó cheio de afeto e carinho.

 
(Autor desconhecido)