26 de dezembro de 2010

NÓ DO AFETO


Em uma reunião de pais, numa escola da periferia, a diretora incentivava o apoio que os pais devem dar aos filhos. Pedia-lhes, também, que se fizessem presentes o máximo de tempo possível.
Ela entendia que, embora a maioria dos pais e mães daquela comunidade trabalhassem fora, deveriam achar um tempinho para se dedicar e entender as crianças. Mas a diretora ficou muito surpresa quando um pai se levantou e explicou, com seu jeito humilde, que ele não tinha tempo de falar com o filho, nem de vê-lo durante a semana.
Quando ele saía para trabalhar, era muito cedo e o filho ainda estava dormindo. Quando voltava do serviço era muito tarde e o garoto não estava mais acordado. Explicou ainda, que tinha de trabalhar assim para prover o sustento da família. Mas ele contou que isso o deixava angustiado por não ter tempo para o filho e que tentava se redimir indo beijá-lo todas as noites quando chegava em casa.
E, para que o filho soubesse da sua presença, ele dava um nó na ponta do lenços que o cobria. Isso acontecia, religiosamente, todas as noites quando ia beijá-lo. Quando o filho acordava e via o nó, sabia, através dele, que o pai tinha estado ali e o havia beijado.
O nó era o meio de comunicação entre eles. A diretora ficou emocionada com aquela história singela e emocionante. E ficou surpresa quando constatou que o filho desse pai era um dos melhores alunos da escola.
O fato nos faz refletir sobre as muitas maneiras de um pai ou uma mãe se fazer presente, de se comunicar com o filho. Aquele pai encontrou a sua, simples mas eficiente.
E  o mais importante é que o filho percebia, através do nó afetivo, o que o pai estava lhe dizendo.
Por vezes nos importamos tanto com a forma de dizer as coisas e esquecemos do principal, que é a comunicação através do sentimento.
Simples gestos como um beijo e um nó na ponta do lençol, valiam, para aquele filho, muito mais que presentes ou desculpas vazias.
É válido que nos preocupemos com nossos filhos, mas é importante que eles saibam, que eles sintam isso.
Para que haja a comunicação é preciso que os filhos "ouçam" a linguagem do nosso coração, pois em matéria de afeto os sentimentos sempre falam mais alto que as palavras.
É por essa razão que um beijo, revestido do mais puro afeto, cura a dor de cabeça, o arranhão do joelho, o ciúme do bebê que roubou o colo, o medo do escuro.
A criança pode não entender o significado de muitas palavras, mas sabe registrar um gesto de amor. Mesmo que esse gesto seja apenas um nó. Um nó cheio de afeto e carinho.

 
(Autor desconhecido)

21 de novembro de 2010

Dor, saudade, lembrança...



Sei que foi em outubro.
Dia 20 de outubro.
Fez 1 ano que papai...
faleceu
morreu
nos deixou
foi embora
... não está mais presente.
Mas só agora consegui terminar meu texto.
Acredito que nunca seja tarde ou cedo para demonstrar ou dizer o que sentimos.
Então, hoje publico.  

Dor, saudade, lembrança...

Algumas coisas na vida doem muito.
Por algumas nunca passamos, mas imaginamos a dor que causam.
Topada com o dedão do pé dói.
Prender o dedo na porta dói.
Ralar o joelho dói.
Bater a cabeça dói.
Morder a língua dói.
Distender um músculo dói.
Pedra no rim dói.
Dar à luz naturalmente dói.
Colocar um piercing dói.
Levar uma mordida de cachorro dói.
De algumas coisas na vida sentimos saudades.
Se não sentimos é porque ainda as temos ou nunca tivemos.
Saudade da infância.
Saudade da escola.
Saudade do cheiro de um perfume.
Saudade de algum lugar.
Saudade de acreditar no Papai Noel e no coelhinho da Páscoa.
Saudade de um amigo que está longe.
Dor e saudade.
Agora, imagine juntar as duas...
Da dor não temos saudade.
Mas a saudade causa dor.
Dói, e não há o que a faça parar.
Porque a dor não é física.
É a dor do coração.
Dor de um coração que sente saudades...
Saudade de um cheiro que jamais sentirei de novo.
Saudade de uma pele que jamais tocarei de novo.
Saudade de um beijo que jamais sentirei de novo.
Saudade de um abraço que jamais receberei de novo.
Saudade de uma presença que jamais será substituída.
Saudade de nunca mais se saber de quem se amou.
Saudade...
E quando ela aparece não avisa.
Vem por causa de uma música, de um cheiro ou de um silêncio.
Acompanhada de um sorriso, de um vazio ou de um choro.

Hoje sinto saudade.
Muita saudade.
E dói.
Não tanto quanto há 1 ano atrás.
Mas ainda dói.
Se essa dor um dia vai embora não sei.
Na verdade acho que não.
Mas aprenderei a lidar com ela.
E a transformá-la em lembrança.

Amor Eterno por você! =)

4 de abril de 2010

Saudade...

Domingo de Páscoa...
Dia de celebrar a ressurreição de Jesus, de comemorar a vida.
Como tradição, juntamos toda a família aqui em casa.
Neste domingo, nesta Páscoa algumas coisas serão diferentes. 
Pessoas novas chegando na família estarão conosco, mas outras não estarão com a gente. 
Nem nesta e em nenhuma outra Páscoa.
Este dia de alegria, em parte, para mim, será um pouco triste. 
Triste por não ter ao meu lado quem desejo ter.
E por não ter, tenho a saudade.
Saudade... lembrança do que se faz ausente no presente.
E essa saudade dói.
Dói porque ela não pode ser sanada com um telefonema. 
A pessoa não está longe. 
Ela não está.
Isso é o que mais angustia, porque você crê onde ela esteja, mas não sabe.
É difícil saber que a pessoa se foi, se foi para um lugar, lugar que você não conhece.
É difícil saber que já se foi dado o último beijo, o útimo abraço, o último carinho.
Último, o que não se repetirá, o que não terá mais volta, o final.
E a única maneira de diminuir com essa saudade será o tempo.
O tempo...
Mas quanto tempo é este tempo?
Não sei.
Eu sei do momento.
No momento, o tempo é de saudade...



30 de março de 2010

RESPEITO A QUEM???


Uma das coisas que mais me irritam é o trânsito.

As barbeiragens e as lerdezas me irritam, mas o que mais me tira do sério é a falta de respeito das pessoas. Elas não estão nem aí para os outros. 

Grandes exemplos são os famosos motoristas do carrinho amarelo. Fala sério! Estes são os piores das pistas. Param onde querem, quando querem e como lhes convém.


Se tiverem que cruzar toda a Av. das Américas para pegar ou deixar um passageiro, eles fazem. E o pior, fazem sem nem sinalizar e se preocupar com os outros. O que importa são eles. O resto que pare, freie, bata, se vire.

Mas hoje não foi um Táxi que me tirou do sério, mas um Fiat Uno.

Cena 1: eu cansada, cheia de fome, na esquina de casa. 

Cena 2: eu parada com o carro, esperando durante quase 4 minutos (o que é muito se tratando desta situação), um carro parado no MEIO da rua - parando todo o trânsito - a desembarcar duas senhoras e uma criança de uns 3 anos. 

Cena 3: minha mão enterra na buzina (não pela demora, mas pela falta de consciência em parar no meio da rua para descarregar pessoas).

Cena 4: todas as passageiras saem do carro e o trânsito finalmente anda.

Acabou?
Não!

Cena 5: a "senhorinha" olha para dentro do carro e diz (eu faço leitura labial): "Não sabe esperar não, cacete! Passa por cima."

Cena 6: gentilmente abro meu vidro e respondo: "Senhora, ali não é lugar de parar." Ela responde que era sim e eu a respondo novamente: "Não é não. Podia enconstar em algum canto."

Cena 7: "Vai à merda!" - a "senhora" para mim.

Cena 8: eu não resisti: "Depois dizem que temos que respeitar os idosos... Só que respeito é mútuo, minha senhora. E que feio, hein. Não tem vergoha de falar palavrão na frente da netinha, não?!?" Fechei meu vidro e fui embora.





Respeitar os mais velho?
  Prefiro respeitar quem me respeita.







O CAOS que é o caos...


O CAOS já tomou conta da minha vida há tempo...

Dois trabalhos, duas turmas, uma mãe, um irmão, um noivo, três enteados, um casamento chegando, um carro velho, alguns amigos, alguns não amigos, patrões, clientes, vizinhos, família, vontades, possibilidades... e agora para me dar mais dor de cabeça arrumei outro blog (já tenho outros dois).

Mas esse tem um motivo especial... VOCIFERAR tudo!
Tudo que me der na telha,
Tudo que tiver acontecido no dia, 
Tudo que tiver visto,
Tudo que tiver ouvido,
Tudo que tiver imaginado.

O importante é compartilhar para não enlouquecer neste mundo de desordem onde os loucos prevalecem. Na verdade, sobrevivem...

Estarei aqui sempre, espero todos os dias, se você puder vir, venha! E aproveite para  se divertir, enlouquecer, viajar, discordar e comentar.