Domingo de Páscoa...
Dia de celebrar a ressurreição de Jesus, de comemorar a vida.
Como tradição, juntamos toda a família aqui em casa.
Neste domingo, nesta Páscoa algumas coisas serão diferentes.
Pessoas novas chegando na família estarão conosco, mas outras não estarão com a gente.
Nem nesta e em nenhuma outra Páscoa.
Este dia de alegria, em parte, para mim, será um pouco triste.
Triste por não ter ao meu lado quem desejo ter.
E por não ter, tenho a saudade.
Saudade... lembrança do que se faz ausente no presente.
E essa saudade dói.
Dói porque ela não pode ser sanada com um telefonema.
A pessoa não está longe.
Ela não está.
Isso é o que mais angustia, porque você crê onde ela esteja, mas não sabe.
É difícil saber que a pessoa se foi, se foi para um lugar, lugar que você não conhece.
É difícil saber que já se foi dado o último beijo, o útimo abraço, o último carinho.
Último, o que não se repetirá, o que não terá mais volta, o final.
E a única maneira de diminuir com essa saudade será o tempo.
O tempo...
Mas quanto tempo é este tempo?
Não sei.
Eu sei do momento.
No momento, o tempo é de saudade...
4 de abril de 2010
Assinar:
Comentários (Atom)
